prenda das águas
cria do desmedido
da natureza que
brota do córrego
num curso torto
do meio do mato

teu corpo emerge
luminoso e negro
num sorriso
meio-bobo
meio-lascivo
braços erguidos
bulindo com o
leito do rio

minha inquieta
Iara morena
meia-sereia
meia-curumim

dádiva minha
ser teu guará
mirando daqui
da minha pedra
tua beleza carmim
sem fim

sem fim
sem fim…

OA 02.04.17 23H28

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